domingo, 5 de junho de 2011
O PROTESTO DA NATUREZA
O universo queixa-se em profunda dor...
O céu acinzentado,
mostra seu luto na cor,
entorna lágrimas de chuva
que caem em granizos de cristal,
o vento faz seu manifesto em vendaval.
O sol se esconde atrás da nuvem pesada,
quem sabe com vergonha por tanto desamor!
As sombras deixam as flores desbotadas,
a tristeza cerra o bico do pássaro cantor.
O mar invade cidades,
tsunami de destruição,
ondas gigantes que vem e vão
levando o povo em comoção.
Por onde eu passo, freme a ambição!
Homens amputados de seus sentimentos,
cegos pelo egoísmo do momento...
A Mãe Terra em agonia,
triste, sem energia...
Vivendo seu grande tormento,
últimos suspiros
debilitando seu giro!
Antecipo um suicídio coletivo,
o planeta destroçado
pelo mais inteligente ser vivo!
Este cenário estremece minha vida...
Meus olhos embaçados por lágrimas
vêem o protesto da natureza que agoniza!
Carmen Vervloet
sábado, 4 de junho de 2011
O Perfume do Amor
(Para Mariazinha e Élio)
Na alegria, na tristeza,
na saúde, na doença,
este casal com certeza
cumpriu do matrimônio a sentença.
No meio das hortênsias,
no canto das aves,
na rica existência,
na instabilidade da nave!
No espaço circundado todos
contemplam o milagre da união
e se perguntam:
- Quanto já sofreu cada coração?
Em cada par de olhos
vê-se rios antigos
por onde o outro viajou
deixando rastros de ternura e carinho.
O quanto cada um suportou?
Bobagem, não importa!
O que importa é que o amor floresceu
e perfumou tudo ao redor!
Carmen Vervloet
Na alegria, na tristeza,
na saúde, na doença,
este casal com certeza
cumpriu do matrimônio a sentença.
No meio das hortênsias,
no canto das aves,
na rica existência,
na instabilidade da nave!
No espaço circundado todos
contemplam o milagre da união
e se perguntam:
- Quanto já sofreu cada coração?
Em cada par de olhos
vê-se rios antigos
por onde o outro viajou
deixando rastros de ternura e carinho.
O quanto cada um suportou?
Bobagem, não importa!
O que importa é que o amor floresceu
e perfumou tudo ao redor!
Carmen Vervloet
sexta-feira, 3 de junho de 2011
FELICIDADE
A felicidade não pode ser prisioneira,
é preciso que vá e venha, livre,
como andorinha em busca de verão...
Parte deixando para trás o inverno,
a alma queimando como num inferno,
mas sempre volta na próxima estação...
O ninho da felicidade é sempre o coração!
Carmen Vervloet
quinta-feira, 2 de junho de 2011
MOMENTO ÚNICO
Diante do vento viajante
a noite se curva de frio...
O meu coração cantante,
no aconchego do lar,
debruça-se sobre o calor do amar.
No ritmo de uma linda canção,
aqui tudo se aquece...
Uma bebida quente no fogão
e o inverno se esquece.
Tempero o instante com chocolate e paixão.
A vida? Um ponto de interrogação.
Sei que sou um pouco menos do que penso
e muito mais do que sinto...
Se hoje melhor estou,
a dor foi o caminho do aprimoramento.
Este é um único momento
que logo, logo passará!
Vou vivê-lo intensamente!
Amanhã quando o sol derramar seus raios
sobre a cidade
talvez a alegria parta, até num cavalo baio,
levando mais uma vez meu contentamento.
Mas eu embalarei outra lembrança
em pedaço de céu anil...
E vou juntando minha felicidade.
Carmen Vervloet
quarta-feira, 1 de junho de 2011
O CAJADO DO POETA
Se a vida tira o que nos dá
e o que temos já não basta,
que nos contente o que há
pois a insatisfação é madrasta.
Buscamos um pouco de paz
neste mundo tão conturbado,
mas Irina, sonolenta, não a traz,
a poesia é nosso cajado.
Caminhamos junto aos versos,
apoiados na imaginação,
fatiamos nosso universo
e distraímos assim o coração.
Carmen Vervloet
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