sábado, 29 de setembro de 2007

Veja meu Slide Show!

Veja meu Slide Show!

Canário Brasileiro


Reverso da Criação

A minha loucura me projeta
À espaços utópicos!
O meu amor louco
Impede-me de viver a densa realidade...
Onde homens matam homens...
Onde governo rouba o povo...
Onde Josés e Marias morrem dentro de Hospitais Públicos
Ignorados...
Sem atendimento...
Onde crianças são dizimadas pela fome...
Onde a ignorância programada
Defende o voto a mão armada...
Onde a justiça só é feita
Para os fracos...
Onde a impunidade impera...
Sinto-me um frágil canário verde - amarelo...
E tento com meu pequeno bico,
Apagar o grande incêndio,
Fazendo a minha parte.
E em meio a tanta loucura
O que me apazigua,
Não me tortura!
E então escrevo versos,
Loucuras de minha alma
Que amenizam um pouco a dor que sinto!
Mas não consigo conviver
Com tanto desamor!...
E sei que os gritos de protesto
Que ecoam de minha louca poesia
Só servirão para despoluir
Um pouco mais a natureza
Assassinada aos poucos pelo homem.
Reverso da Criação!

Carmen Vervloet


quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Cmentários sobre o Poema Solidâo

Basilina:
Lindo poema, Carmen, parabéns.
Um beijo
Basilina Pereira - Brasilia - DF



Perfeito.
Muito bonito.
Parabéns.
Meu beijo mais carinhoso.
Marilu
Marilu Moreira - Itaguai - RJ



Ari:
Belo texto, Carmen. Você é muito inspirada.
Ari Pereira - Serra ES


Enise:
Oi Carmen...
Lindo o teu poema Solidão...
Demais!
Pendure-o no Varal do Lilases...assim como os outros ...ficaremos felizes por ler você também..
Uma linda quarta .
Beijinhos
E.
Enise - São Paulo - Brasil

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Solidão








Solidão

Tédio... Cansaço...
Inspiração zero.
Falta-me alento,
O sopro criador...
Mas não posso deixar
De desenhar esses traços...
Preciso preencher o oco
Deste meu sofrido coração.
Fazer-me de louco,
Lograr a minha solidão...
Escrever
Letras sem sentido...
Palavras desconexas...
Complexas... Convexas...
Convictas...
Mas escrever.
Encher com palavras
O imenso espaço vazio
Deste buraco que grita...
Que brada... Que clama...
Por um pouco de desvelo
Neste vasto espaço ermo
Hoje, sem população!...
Solidão!...

Carmen Vervloet