quarta-feira, 17 de abril de 2013

Memórias Da Ditadura Militar


Hoje eu quero escrever poesia,
sentir profundamente a força da liberdade
flutuando no espaço aberto da democracia
em cumplicidade com a fragilidade da felicidade.

Chega de ler sobre tantas crueldades
cometidas por monstros em tempos de ditadura,
entender com que prazer executavam suas atrocidades
acabando com infinitos sonhos nas salas de tortura.

Famílias perdendo entes, em oposição ao destino,
sem saber onde encontrá-los para aliviar tantos açoites
se no fundo do mar, cemitérios clandestinos
ou cremados em fornos de usinas ao cair da noite?!

Chega de remoer tantas tramas de repressão criadas
e executadas no submundo da ditadura militar,
onde tantas vidas foram  clandestinamente abreviadas,
hoje é dia de jogar o barquinho de tristeza ao mar
e nadar, nadar, nadar em busca de delicadezas!

Carmen Vervloet

2 comentários:

Pilar Santos disse...

Foi o tempo do Regime Militar quando as pessoas lutavam e eram mortos por militares enquanto foram lutar por liberdade.

Gerusa Contti disse...

É amiga, é sempre necessário nos darmos um (alguns!!) dia pra só pensar nas boas coisas da vida. Esquecer certas feridas. Elas nos deixam frágeis, e tem dias que a agente já está, né não? Ai é pra derrubar. E viva o dia de esquecer a ditadura!!